Abrasel critica proibição de bebidas destiladas em cidades baianas após casos de intoxicação
- Da Redação

- 6 de jan.
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Após municípios do interior da Bahia determinarem a suspensão da venda de bebidas alcoólicas destiladas, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) se posicionou contrária à medida. Para a entidade, a decisão pode gerar efeitos negativos, como o fortalecimento do mercado informal e prejuízos a empresários que atuam dentro da legalidade.
A comercialização desse tipo de bebida foi temporariamente proibida nas cidades de Ribeira do Pombal e Ribeira do Amparo, após a confirmação de casos de intoxicação por metanol. De acordo com os decretos municipais, a restrição segue válida até a próxima segunda-feira (5).
A decisão foi anunciada na quarta-feira (31), depois que a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia confirmou que sete pessoas apresentaram intoxicação por metanol em Ribeira do Pombal. Na sexta-feira (2), uma das vítimas, Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, não resistiu e morreu no Hospital Couto Maia, em Salvador. Conforme o órgão estadual, outras quatro pessoas já receberam alta médica.
Em nota divulgada no sábado (3), a Abrasel lamentou o ocorrido e prestou solidariedade às famílias atingidas, mas fez críticas à forma como a medida foi adotada. A associação ressaltou que bares e restaurantes regularizados não são responsáveis por esse tipo de crime, já que a adulteração das bebidas geralmente ocorre antes de o produto chegar aos estabelecimentos comerciais.
A entidade também alertou para o risco de a proibição produzir um efeito contrário ao esperado. Segundo a Abrasel, ao impedir a venda em locais que adquirem bebidas de fornecedores certificados, o poder público pode acabar estimulando o consumo de produtos sem procedência, adquiridos de forma irregular, ampliando ainda mais os riscos à saúde da população.



