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Bahia registra aumento de 188% no número de pessoas em situação de rua, aponta levantamento da UFMG


A Bahia enfrenta um crescimento alarmante no número de pessoas vivendo em situação de rua. De acordo com dados do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com População em Situação de Rua (OBPopRua), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o estado possui atualmente 16.603 pessoas nessa condição, quase três vezes mais do que o registrado durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.


O levantamento anterior indicava 5.757 pessoas em situação de rua, sendo 93,5% em extrema pobreza ou pobreza e 6,31% com mais de 60 anos. O novo número representa um aumento de 188%, evidenciando um dos maiores crescimentos do país.


A tendência segue o cenário nacional, em que o Brasil passou de 138 mil pessoas em 2018 para 358 mil em 2025, um salto superior a 150%.


Para especialistas, o agravamento da crise social na Bahia está diretamente ligado a fatores como o desemprego, o aumento dos preços dos alimentos e dos aluguéis, além da ausência de políticas habitacionais e assistenciais efetivas.


O Observatório OBPopRua também destaca que o país ainda descumpre o direito à moradia digna previsto na Constituição de 1988, e alerta para a necessidade urgente de transparência nos dados e ações concretas que reduzam o impacto da desigualdade social crescente.


Com o aumento expressivo dessa população vulnerável, cidades baianas como Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista têm registrado maior visibilidade da pobreza urbana — um reflexo da precarização das condições de vida e da exclusão social no estado.

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