Baiano Ayrson Heráclito é selecionado para a 61ª Bienal de Veneza com obras da série "Juntó"
- Da Redação

- 26 de fev.
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O artista visual e pesquisador baiano Ayrson Heráclito levará a força da cultura afro-brasileira para um dos palcos mais prestigiados da arte mundial: a 61ª Bienal de Veneza. Natural de Macaúbas e radicado no Recôncavo Baiano, Heráclito foi anunciado como um dos três brasileiros que integram a megaexposição intitulada In Minor Keys. Com curadoria póstuma de Koyo Kouoh, a mostra ficará aberta ao público entre os meses de maio e novembro de 2026, consolidando a relevância internacional da produção contemporânea da Bahia.
Para esta edição, o artista apresentará trabalhos que compõem a série Juntó, que recentemente integrou uma exposição de sucesso no Museu de Arte Contemporânea (MAC Bahia) em 2024. Suas obras são conhecidas por articular de forma profunda a memória, a religião e a história colonial, utilizando linguagens que transitam entre a fotografia, a performance e as instalações. A escolha da série reforça o papel de Heráclito como um dos principais expoentes da diáspora africana nas artes visuais, investigando as raízes e as resistências culturais que moldam a identidade brasileira.
Esta participação marca o retorno triunfal do baiano à mostra italiana, onde ele já havia deixado sua marca em 2017. Naquela ocasião, sua performance impactante e o uso de elementos rituais e históricos chamaram a atenção da crítica especializada. Agora, ao integrar o grupo seleto de artistas brasileiros em Veneza, Heráclito reafirma o Recôncavo não apenas como um território geográfico, mas como uma matriz estética capaz de dialogar com as questões universais propostas pela curadoria da Bienal.




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