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Com uma adaptação literária mais livre "O Morro dos Ventos Uivantes" continua trágico e dramático



A aguardada reinvenção de O Morro dos Ventos Uivantes, dirigida por Emerald Fennell e estrelada pelos astros australianos Jacob Elordi e Margot Robbie, dividiu os críticos de cinema. Com um Drama pesado, provocante e obsessivo, Fennell optou por circular por alguns caminhos diferentes do livro, porém sem perder todo o drama e paixão da história.


O conto gótico de paixão, obsessão e vingança de Emily Brontë acompanha o relacionamento entre a livre e obstinada Cathy e o atormentado, porém cruel Heathcliff. A toxicidade do casal da história dita o tom da história que por mais que você goste, não tem como negar que essa nova adaptação quebrou as expectativas de muitos ao apostar em menos erotismo embora soa mesmo como muito provocante.


Com visuais que vai do gótico a cores mais vivas, o longa não deixa a desejar. A trilha sonora é espetacular e a química do casal se encaixou perfeitamente. Mas em resumo, "O Morro dos Ventos Uivantes" traz uma quebra de expectativa para quem entrou na sala de cinema pronto para falar mal e não gostar. Contudo, é inegável que o filme é um romance de época e esse tipo de narrativa é naturalmente mais sensível e clichê. Se você leu o livro, óbvio que terá algumas críticas à fazer, ou até várias, mas se você não leu, verá que o filme é uma narrativa forte sobre um amor puro, verdadeiro, depois tóxico, depois obsessivo e doentio. Um trágico romance épico que mesmo adaptado um pouco diferente, ainda ecoa com uma história profunda.


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