"Coração de Ferro", nova série da Marvel quebra espectativas ao trazer uma história inédita de construção
- Wilke Lima

- 30 de jun.
- 2 min de leitura

O que poderia ser apenas mais uma série de origem sobre uma jovem gênia, se provou uma narrativa surpreendentemente emocional, complexa e ousada. A obra vai além, expandindo também o universo místico da Marvel, trazendo figuras e referências importantes. Tudo bem que o primeiro episódio não empolga tanto e até acaba se perdendo em algumas narrativas apressadas, mas a trama vai se desenrolando e mostrando que a série é mesmo sobre uma jovem heroína perdida, que está em construção. Riri Williams não apenas veste uma armadura — ela a constrói ao mesmo tempo em que tenta reconstruir a si mesma. E é nesse processo que a série brilha.
A trilha sonora, por sua vez, é genial — equilibrando beats urbanos com composições mais atmosféricas, e casando perfeitamente com a dualidade entre magia e tecnologia que permeia a narrativa e é o ponto principal da trama. Ao contrário do que muitos esperavam, Coração de Ferro não tenta transformar Riri Williams em um novo Tony Stark. A série acerta ao mostrar que ela não é — e nem deveria ser — como ele. Mas lógico que ele não deixa de ser a inspiração dela e tendo várias referências durante as cenas. Riri é uma jovem talentosa, genial, mas cheia de dúvidas, falhas e escolhas impulsivas. Ela erra, decepciona aliados e família, entra em caminhos duvidosos... e é justamente aí que sua construção se fortalece.
Por fim, Coração de Ferro não é apenas uma boa série — é um capítulo relevante para o que está por vir. Seus desdobramentos se encaixam com o que vimos em Agatha Desde Sempre e indicam claramente figuras e ameaças místicas que deverão ocupar papel central nas próximas fases do MCU. É uma história de origem (ou talvez construção), sim, mas também uma expansão narrativa importante que abre novas possibilidades para o universo Marvel. Os 3 últimos episódios da série estreiam em 1° de Julho na Disney Plus.



