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Dona Maria: Quem é a conquistense sócia do PCC, líder do 'Bonde do Neguinho' e envolvida com mais de 100 mortes

Atualizado: 28 de jan.

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A prisão da conquistense Jasiane Teixeira, conhecida como Dona Maria, na última sexta-feira (24) em São Paulo, trouxe novamente à tona um dos casos mais marcantes do tráfico de drogas e armas na Bahia. Considerada a maior traficante do estado, Jasiane comandava uma rede criminosa de alcance internacional, utilizando aeronaves para transportar cocaína e armamento pesado para facções em diversas regiões do país.


Jasiane já havia sido presa em 2019, mas foi libertada no ano seguinte após decisão judicial. Agora, ela foi capturada novamente após ser condenada por homicídio. Durante sua prisão, a polícia apreendeu R$ 66 mil em espécie, celulares e documentos que indicam suas atividades no tráfico. Investigações revelam que Dona Maria também atuava em parceria com o Primeiro Comando da Capital (PCC).


Esquema Internacional e Operações

Avião usado por quadrilha de mulher apontada como maior traficante da BA
Avião usado por quadrilha de mulher apontada como maior traficante da BA

Dona Maria utilizava métodos sofisticados para operar no tráfico internacional. Aviões, como um Cessna Aircraft, eram empregados para transportar cocaína e armamentos de países como Bolívia, Venezuela, Colômbia e Peru até a Bahia e outros estados brasileiros. Em 2019, uma dessas aeronaves foi apreendida em Vitória da Conquista e posteriormente leiloada por R$ 800 mil.

Momento em que avião, usado no transporte de drogas, foi apreendido no sudoeste da Bahia em 2018 — Foto: Divulgação/ SSP
Momento em que avião, usado no transporte de drogas, foi apreendido no sudoeste da Bahia em 2018 — Foto: Divulgação/ SSP

Além do tráfico de drogas, Jasiane também coordenava outras atividades criminosas, incluindo corrupção de menores, falsidade ideológica, e roubo.


Homicídios e o Baralho do Crime

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Jasiane é suspeita de envolvimento na morte de um agente penitenciário e por intermediar a aquisição de armas de guerra, como fuzis e granadas. Devido à sua atuação no crime organizado, ocupava a posição de "Dama de Copas" no Baralho do Crime da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), que lista os criminosos mais procurados do estado.


Apesar de sua libertação em 2020, com base na justificativa de ser mãe de dois filhos pequenos, sua prisão atual reafirma a gravidade de suas ações e sua relevância no combate ao crime organizado na Bahia. Autoridades continuam investigando a extensão de sua influência e os impactos de suas operações no estado e além.

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