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Especial do "Justiceiro" é caótico e extremamente violento, mas acaba sendo vazio




Vamos ser honestos: o Justiceiro é um personagem chifrim da Marvel, um ex fuzileiro com métodos de Rambo que representa um tipo de herói de ação ultrapassado e achincalhado ao longo dos anos. Nem nos quadrinhos você consegue apontar muita coisa memorável de Frank Castle. Porém, não podemos negar que desde quando ele começou a aparecer e se envolver diretamente na trama da série Demolidor, o personagem ganhou fôlego e um ânimo de muitos fãs da Marvel, e com razão, afinal, ele marcou presença em partes importantes da história.


O especial tem alguns momentos de porrada que dão gosto (porque Jon Bernthal ainda é o dono do personagem), mas é impossível ignorar o elefante de colete tático na sala : a narrativa é uma bagunça covarde. O especial escolhe um meio-termo estranho: metade é Frank em depressão, alucinação e trauma reciclado; a outra metade é tiro e pancadaria com edição picotada. A sensação é de um especial que enxerga o filme que poderia ser — e imediatamente desvia para não “ir longe demais”.



O Justiceiro não nasceu para ser comedido. Ele nasceu para ser desconfortável. No fim, timeline é confusa e, em vez de esclarecer por que o Frank sumiu de Demolidor S2 e vai parar no Homem-Aranha, só aumenta a sensação de que a Marvel está movendo peça sem tabuleiro. E o drama interno do Frank, que poderia ser a alma do especial, fica num vai-e-volta com medo de assumir o próprio peso. Se você é fã do Justiceiro, você vai encontrar alguns minutos de glória. Se você é fã exigente do Justiceiro, você vai sair pensando: “eu esperei tudo isso… pra um rascunho caro?” É apenas tiro, pancada e sangue, ao melhor estilo Justiceiro, porém com uma história totalmente vazia e bagunçada.


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