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Extermínio: O Templo dos Ossos' esquece os Zumbis e foca na loucura dos homens




Extermínio: O Templo dos Ossos, quarta entrada da franquia zumbi, chegou aos cinemas nesta quinta-feira (15), como continuação direta de Extermínio: A Evolução, precisamente a partir da cena final daquele filme, quando uma gangue de figuras portando perucas loiras, lideradas por Jimmy Crystal (Jack O'Connell, Pecadores), surge em meio ao caos. Aqui, a franquia praticamente abandona qualquer tentativa de expandir sua mitologia apocalíptica para mergulhar nos desvios morais e psicológicos desse grupo. O resultado se aproxima mais de um spin-off do que de um novo capítulo essencial da saga, interessado menos em responder perguntas e mais em observar a insanidade como forma de nova organização social.


O novo longa da franquia não cria tanto impacto assim, apesar de alguma cenas de violência brutal, o roteiro volta a trabalhar uma questão que só tinha sido melhor desenvolvida no filme original: a de que, no caso de haver um apocalipse (seja nuclear, zumbi, ou qualquer outro) no mundo, a maior ameaça são os próprios seres humanos. Isso acontece porque, nesse quarto episódio da franquia, não são as pessoas infectadas o principal problema do filme. Embora ainda sejam bastante perigosas para os humanos sobreviventes, com sua selvageria e desejo de sangue, o filme deixa claro que a loucura e o sadismo de Jimmy (que usa uma visão bastante distorcida sobre religião e fé para liderar) e seu grupo são ainda mais terríveis e aterrorizantes nesse ambiente desolador que o filme mostra.


O filme também ganha muitos pontos ao desenvolver melhor o Dr. Ian Kelson, interpretado por Ralph Fiennes, introduzido no longa anterior numa curta participação. Em "Templo dos Ossos", além de ter mais tempo de tela, o personagem tem uma história mais rica, onde o público vê questões sobre seu passado e, principalmente, como ele tenta encontrar alguma luz num mundo coberto pelas trevas. Talvez esse seja o ponto alto do filme, a história central.


"Extermínio: O Templo dos Ossos" mostra que, mesmo sem ter maiores inovações para os filmes de zumbi, ainda tem muita coisa para ser explorada na franquia e alegrar os fãs e o final de O Templo dos Ossos deixou essa certeza bem clara. Só não podem cair nas armadilhas do gênero e entregar capítulos repletos de clichês. Por enquanto, está no caminho certo.



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