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Fora do Top 100: Hospitais da Bahia ficam de fora de ranking nacional de hospitais públicos


Os dois maiores pilares da saúde pública na Bahia, o Hospital Geral do Estado (HGE) e o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS), não figuram na lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil. O dado faz parte de um levantamento nacional inédito que avaliou unidades com atendimento 100% voltado ao Sistema Único de Saúde (SUS).


O estudo é a fase classificatória do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, conduzido pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS) e órgãos como Conass e Conasems.


Critérios de Avaliação e o "Corte"


A pesquisa não se baseou apenas em tamanho, mas em eficiência e qualidade assistencial. Foram analisados hospitais federais, estaduais e municipais com mais de 50 leitos entre agosto de 2024 e julho de 2025.


Os principais indicadores utilizados foram:


Acreditação Hospitalar: Certificações de qualidade e segurança.


Eficiência Operacional: Taxas de ocupação e tempo médio de permanência.


Resultados Clínicos: Taxas de mortalidade e disponibilidade de leitos de UTI.


O impacto da ausência


A exclusão do HGE e do Roberto Santos gera debate devido ao papel estratégico dessas unidades. Juntos, eles concentram a maior parte da demanda de alta complexidade, urgência e emergência de Salvador e Região Metropolitana.


A ausência no "Top 100" é vista com cautela, já que são as unidades que absorvem os casos mais críticos do estado, o que impacta diretamente indicadores como taxa de mortalidade e tempo de internação — justamente dois dos critérios de peso no ranking.


HGE: Investimento de R$ 116 milhões busca reverter cenário


Apesar de ficar fora da lista de elite, o HGE atravessa um momento de transição. Ao completar 35 anos em 2025, a unidade recebeu uma ordem de serviço para a maior reforma de sua história, com um aporte de R$ 116,9 milhões.


A obra, executada pela Conder, promete modernizar a estrutura para elevar o padrão de atendimento. O projeto inclui:


Nova Emergência: 88 novos leitos (76 adultos e 12 pediátricos).


Alta Complexidade: Implantação de uma UTI neurológica com 10 leitos.


Infraestrutura: Requalificação do centro cirúrgico, climatização integral e construção de um heliponto.


Ambulatório: 14 novas salas de atendimento.


Do total investido, R$ 33,2 milhões são frutos de emendas parlamentares de 39 deputados e três senadores. Com um prazo de execução de 24 meses, a expectativa é que a modernização ajude a unidade a alcançar os padrões de acreditação exigidos por rankings nacionais nos próximos anos.

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