"Jurassic World: Recomeço" É genérico e tímido, mas mantém a essência da sua gloriosa franquia
- Wilke Lima

- 9 de jul
- 2 min de leitura

O filme apostou em visuais encantadores e em uma história bem genérica para trazer de volta às telonas os temidos dinossauros, porém, a pouca aparição deles e os seu novos visuais que beiram aos filmes de alienígenas para sustentar o roteiro simples evidenciou o principal erro do filme. Há dois elementos fundamentais para o sucesso da franquia “Jurassic World”: dinossauros e nostalgia. Gareth Edwards, que dirige a sequência da nova trilogia, entende essa importância, no entanto sua execução quase chega lá. Na verdade, podemos sintetizar que falta ousadia e interesse em “Jurassic World: Recomeço”. Lógico que não há como fazer novos filmes da franquia sem apontar para o que já foi feito no passado, por isso o filme é cheio de referências e uns diálogos até contraditórios a tudo que já ocorreu desde de que os humanos resolveram explorar os dinossauros nesse universo.
Faltam dinossauros, sobram debates rasos, e nessa proporção quem sai tão atingido quanto os personagens cruciais dessa franquia é a magia e a nostalgia. É um filme de dinossauros mas sem ter a coragem de dar ênfase neles, que são os personagens centrais da trama. O filme acerta, no entanto, nas cenas de suspense, e nos poucos momentos de tensão, enquanto se espera que algum dinossauro irá aparecer naquele momento, coisas que são marcantes e ficaram na essência de filmes anteriores.
Embora as ausências sejam marcantes, é importante frisar que “Jurassic World: recomeço” é um filme de aventura que cumpre o propósito de entreter. Você torce pela família away, se irrita com Xavier e sente a vibe estranha que os personagens de Rupert Friend sempre emulam. Para alguns, isso é suficiente para causar divertimento, o que não deixa de ser genérico. É um bom filme, mas que nos deixa a sensação de que poderia ter sido melhor.



