Justiça italiana condena brasileiros por tráfico e exploração de mulheres trans; baianos recebem penas máximas
- Da Redação

- 20 de jan.
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O Tribunal de Turim, na Itália, condenou na sexta-feira (16) cinco brasileiros acusados de tráfico de pessoas e exploração da prostituição. Entre os sentenciados estão dois baianos — um homem e uma mulher — que receberam as penas mais altas do grupo: 9 anos e 10 meses de reclusão cada.
O esquema criminoso consistia no recrutamento de mulheres transexuais no Brasil sob falsas promessas de trabalho lícito na Europa. Ao desembarcarem na Itália, as vítimas tinham seus passaportes confiscados e eram submetidas a dívidas abusivas, sendo forçadas a se prostituir para quitar os valores impostos pelos criminosos.
Detalhes das Condenações e Indenizações
A decisão judicial estabeleceu penas que variam conforme o grau de participação no esquema. Além dos baianos, os pais do homem envolvido também foram condenados como cúmplices: o pai a 7 anos e 9 meses, e a mãe a 5 anos e 6 meses de prisão. Uma quinta integrante recebeu a pena de 6 anos e 1 mês.
Além da prisão, o tribunal determinou:
Expulsão imediata de todos os condenados do território italiano após o cumprimento das sentenças.
Indenizações às vítimas: Oito mulheres que atuaram como assistentes de acusação receberão valores entre 10 mil e 56 mil euros (aproximadamente R$ 62,4 mil a R$ 350 mil).
Investigação e Cooperação Internacional
O caso veio à tona em setembro de 2024, após a denúncia de uma das vítimas. A investigação foi fruto de uma cooperação internacional entre a Polícia do Estado italiana e a Polícia Federal brasileira. Os réus já estavam custodiados desde abril de 2025, quando uma operação conjunta desarticulou a organização criminosa.



