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Pai Léo defende a quebra de dogmas e pede paz durante ato contra a intolerância em Conquista



A 13ª edição da Alvorada dos Ojás, realizada na Praça Tancredo Neves, foi marcada por um discurso de acolhimento e espiritualidade proferido pelo babalorixá Pai Léo. Ao amarrar os laços brancos nas árvores do cartão-postal de Vitória da Conquista, o líder religioso enfatizou que o ato vai muito além de um ritual: é uma ferramenta poderosa para romper as barreiras do preconceito que ainda cercam as religiões de matriz africana.


Para Pai Léo, a Alvorada é um momento de cura social e de afirmação da fé. "A gente está aqui quebrando dogmas, quebrando laços antigos do preconceito estrutural", afirmou. Ele explicou que o gesto de amarrar o Ojá simboliza a profunda conexão que o povo do Axé mantém com os elementos da vida — fogo, água, terra e plantas — e a necessidade de projetar essa harmonia para toda a sociedade.


O Sagrado e a Natureza


O babalorixá detalhou o significado místico por trás da ação nas árvores da praça, ressaltando o respeito à ancestralidade e ao meio ambiente. Segundo ele, o laço branco é um pedido por saúde e equilíbrio em um mundo cada vez mais marcado pela intolerância.


“Nós do Candomblé temos uma conexão direta com a natureza. Quando a gente coloca um Ojá numa árvore, é simbolizando a paz, pedindo aos nossos ancestrais que nos olhem com bons olhos. A árvore é sagrada, ela traz o oxigênio para a gente, então quando amarramos o laço e tocamos a cabeça lá, estamos pedindo paz. É como se fosse um abraço”, explicou Pai Léo.


Um Chamado à Convivência Pacífica


A fala do babalorixá reforçou o caráter inclusivo do evento, que busca desmistificar os ritos das religiões de matriz africana e convidar a cidade a olhar para a diversidade religiosa com mais empatia. Ao descrever o ato como um "abraço" na cidade e na natureza, Pai Léo posicionou a Alvorada dos Ojás como um movimento de resistência pacífica, focado em semear respeito mútuo e combater os estigmas históricos que ainda atingem os terreiros da região.

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