top of page

Aluno da UFRB é acusado de racismo por recusar documento de professora negra



Em um dos vídeos a professora diz: “Não estou entendendo?”. E o estudante, estático em frente à mesa, indica com o dedo para que ela deixe o papel sobre a mesa, numa suposta recusa em pegar o documento nas mãos da professora. Segundo alunos do curso de Ciências Sociais da Universidade de Federal do Recôncavo (UFRB), o colega de sala agiu de tal forma porque a docente é negra.


Um vídeo foi gravado na noite desta segunda-feira (9) no Centro de Artes Humanidades de Letras (Cao) da UFRB, na cidade de Cachoeira, Recôncavo baiano, e postado numa página do Instagram. A UFRB até o momento não se posicionou.


Em um segundo vídeo postado na mesma página, a professora disse para a coordenadora do colegiado do curso de História, acionada à sala, que se sentia desconfortável diante de toda a situação, que o fato causou um tumulto na sala e que por isso a permanência do aluno impossibilitaria a continuidade da aula.


Então, a coordenadora do curso pediu para que ele deixasse a sala e prontamente acatou. Os demais alunos aplaudiram a medida da coordenadora e gritaram “racista” a medida que o universitário se aproximava da porta.


Segundo o vice-diretor do Centro de Artes Humanidades de Letras (Cao) da UFRB Gabriel Àvila o estudante ainda não foi ouvido. “A direção tem um limite de atuação. Quem pode expulsar o aluno é a reitoria. A gente ainda vai ouvi-lo e a professora também e aplicar a medida cabível. A primeira suspensão já pode ser aplicada, caso haja comprovação e é de 15 dias, após denúncia formalizada”, disse o Àvila.


De acordo com ele, há 15 dias, o aluno agiu de forma agressiva com a professora. “Ele discutiu por causa de uma data de avalição e foi muito agressivo com as palavras e a professora acabou cedendo. Ele tem uma predileção a fazer crítica a essa professora e alunos já tinham percebido o comportamento dele. A professora preferiu não levar adiante, que não chegou a ofensas com caráter racial”, comentou Àvila.


Ele disse que nunca chegou uma denúncia em relação à conduta do aluno ao colegiado e a direção do Cao, mas adiantou: “apesar disso, qualquer atitude racista, homofóbica e machista não são toleráveis no ambiente de ensino”.

Posts recentes

Ver tudo

Comments


bottom of page