Rui Costa critica investigação sobre caso dos respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste

Rui Costa critica investigação sobre caso dos respiradores comprados pelo Consórcio Nordeste

O Governador da Bahia, Rui Costa, criticou o que chamou de “politização” da investigação a respeito do contrato firmado pelo Consórcio Nordeste com a empresa Hempcare para a entrega de respiradores.


A Hempcare foi alvo da operação Ragnarok, no início deste mês de junho, após vender os respiradores por R$ 48,7 milhões. A empresa não entregou os equipamentos, nem devolveu o dinheiro. Outra empresa, a Biogeoenergy também é alvo da investigação.


De acordo com Rui, a juíza que estava cuidando do caso declinou da ação graças a um procedimento dos ministérios públicos estadual e federal, criticado pelo governador.


“A Polícia Civil prendeu três pessoas. Estava avançando rapidamente, com sinalização de devolução imediata de parte do recurso. Infelizmente, por um procedimento do MPE junto com MPF, a juíza que estava cuidando do caso declinou da ação e criou uma polêmica sobre quem vai tocar essa ação. Isso só está favorecendo a quem lesou o estado”.


"A investigação corre em sigilo. O que nós tínhamos de sinalização é que os envolvidos estavam dispostos a devolver imediatamente parte do recurso. Infelizmente, como a juíza declinou da ação e liberou os presos, a informação que eu tenho é que foi pedida a renovação da ação, mas a juíza liberou os presos".


O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para apurar se houve improbidade administrativa no contrato firmado para a entrega dos respiradores.


Rui Costa afirmou que, através da Procuradoria Geral do Estado, vai formalizar uma comunicação ao MPE e MPF registrando que, independentemente de quem vai tocar a investigação, o importante é a devolução do dinheiro.


“O que nós queremos é a devolução do recurso público e a identificação de todos os responsáveis. Infelizmente, o Brasil, mesmo na pandemia, se criou uma disputa política, uma confusão jurídica e há muita contaminação jurídica no país e a vida humana ficou relegada a segundo plano”, disse.

Na manhã desta quarta-feira, a justiça baiana negou o pedido da Procuradoria Geral do Estado para manter a investigação sobre o caso no estado.