Prefeitura inicia projeto Ekodidé em terreiro de matriz africana no Vila Elisa
- Da Redação

- 25 de set.
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A Prefeitura de Vitória da Conquista realizou, nesta quarta-feira (24), a primeira ação do projeto Ekodidé, no Terreiro Yá Lodó Ydé, do Pai Léo de Ótin, no loteamento Vila Elisa. A iniciativa levou serviços de saúde e assistência social à comunidade, fortalecendo a cidadania e os vínculos com povos e comunidades tradicionais de matriz africana.
A ação foi desenvolvida pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Social (Semdes) e Saúde (SMS), com articulação da Coordenação de Promoção da Igualdade Racial (Coopir).

Serviços oferecidos
Na área da assistência social, foram realizados cadastros e atualizações no Cadastro Único, orientações sobre tarifa social de energia, emissão da Carteira da Pessoa Idosa, Passe Livre e informações sobre benefícios como o BPC.
Na área da saúde, a população teve acesso a vacinação, emissão do cartão SUS, testagem de ISTs, aferição de pressão e glicemia, além de orientações da campanha Setembro Amarelo.
Vozes da ação

O coordenador de Promoção da Igualdade Racial, Ricardo Alves, destacou que o Ekodidé é uma forma de “combater a intolerância religiosa e ampliar o acesso a serviços públicos em territórios vulneráveis”.

O secretário de Desenvolvimento Social, Michael Farias, reforçou que o projeto busca “promover a diversidade, combater o racismo religioso e garantir direitos fundamentais”.
A secretária de Saúde, Fernanda Maron, afirmou que a proposta é expandir a ação para outros terreiros da cidade:

“Nosso objetivo é facilitar o acesso à saúde, reafirmando o compromisso em promover políticas públicas eficazes.”
O líder religioso Pai Léo de Ótin celebrou a iniciativa:

“Estamos muito felizes, pois além de combater o preconceito, os serviços chegam até nossa comunidade, que enfrenta muitas carências.”

Moradores também aprovaram a ação. Adriana dos Santos disse que pôde realizar exames e espera que o programa volte mais vezes. Já Daniele Silva, acompanhada da filha Heloísa, destacou a importância da iniciativa:

“Isso ajuda muito, porque a região é de difícil acesso e os atendimentos foram rápidos e eficientes.”

O líder comunitário Henrique Lacerda afirmou que a ação “desbrava o preconceito ao acontecer dentro de um terreiro, beneficiando toda a região”.



