Presidente da Coopmac teria tentado destruir documentos para esconder assédio contra funcionárias, diz Polícia
- Da Redação

- há 2 horas
- 1 min de leitura

A Polícia Civil da Bahia revelou um detalhe crucial sobre a Operação Custódia Fiel, deflagrada nesta sexta-feira (30) em Vitória da Conquista: o presidente da Coopmac, Isaac Silva Figueira, é investigado por tentar destruir provas de uma sindicância interna que já havia confirmado abusos cometidos por ele contra funcionárias da cooperativa.
De acordo com as investigações da 1ª Delegacia Territorial e do GATTI/Sudoeste, a própria diretoria executiva da Coopmac havia instaurado um procedimento para apurar denúncias de assédio moral e violência psicológica. O relatório final dessa sindicância apontava indícios robustos de que Isaac utilizava sua posição para intimidar e humilhar vítimas. No entanto, ao tomar conhecimento do resultado, o presidente teria convocado uma reunião extraordinária para anular o processo e ordenar que todos os documentos fossem eliminados.
O objetivo principal da operação de hoje foi justamente impedir o sumiço dessas provas. Os policiais conseguiram localizar e apreender uma pasta lacrada contendo toda a documentação original da sindicância, garantindo que o material seja usado no inquérito policial.
As denúncias que motivaram a ação incluem relatos de controle abusivo, comentários depreciativos sobre o corpo das colaboradoras e ofensas pessoais que desencadearam graves problemas de saúde, como crises de pânico e insônia. Além da busca pelos documentos, a Justiça determinou que Isaac Silva Figueira mantenha distância das vítimas, sob pena de medidas mais severas.
Nota da Redação: O portal está aberto para a defesa de Isaac Silva Figueira, caso deseje se manifestar sobre as investigações e a operação realizada pela Polícia Civil.



