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Protesto de barraqueiros na Praia do Porto da Barra contra novas regras da Prefeitura

Na manhã desta terça-feira (28), a Praia do Porto da Barra, um dos destinos turísticos mais populares de Salvador, amanheceu com uma paisagem diferente: a faixa de areia, geralmente ocupada por mesas, cadeiras e sombreiros de barraqueiros, estava mais vazia. O motivo? Um protesto dos trabalhadores locais contra as novas regras impostas pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), que limitam a quantidade de kits permitidos por ambulante.


Entre as novas determinações, a Semop estabeleceu um espaço delimitado para os ambulantes atuarem entre o Forte São Diogo e o Forte de Santa Maria, além de fixar um limite de 10 kits por trabalhador. Cada kit é composto por uma mesa, um sombreiro e quatro cadeiras. Para Carlinhos, um dos barraqueiros da região que trabalha há 50 anos, a medida é injusta e prejudica o seu sustento.


A nova regulamentação surgiu após denúncias de banhistas sobre a ocupação excessiva da faixa de areia, que já era alvo de críticas pela quantidade de barracas e a falta de espaço para os turistas. Embora não haja mais barracas montadas no local, equipes da Semop continuam a realizar fiscalizações para garantir que os ambulantes respeitem as novas normas.


A ação gerou um impasse entre os trabalhadores, que alegam prejuízos com a limitação, e a prefeitura, que defende a reorganização do espaço público para melhorar a qualidade da praia para os banhistas e turistas. A situação continua a ser acompanhada de perto por ambos os lados, enquanto a discussão sobre o futuro das atividades na praia segue.


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