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'Sonhos de Trem' é a história comovente de um homem comum lidando com a passagem do tempo




O filme te convida para ser um passageiro na vida de Robert Grainier, interpretado de maneira esplêndida por Joel Edgerton. É uma história comovente e também muito humano sobre as coisas ruins e as coisas boas que podem nos acontecer em nossa vida.


Assim como a vida do seu protagonista, Sonhos de Trem não reinventa a roda ou tenta ser algo grandioso, e talvez por isso foi tão esnobado na corrida pelo Oscar. No entanto, a jornada silenciosa do filme pela temporada de premiações não reduz a sua grandiosidade. Pelo contrário: o longa-metragem reforça a ideia de que nem tudo que é extraordinário precisa fazer barulho.


Sonhos de Trem traz uma história tocante, cheia de altos e baixos, contada de um jeito belo e atencioso. A jornada de Robert é tão comum quanto o dia a dia de muitos brasileiros, mas mostra que até mesmo a vida mais simples tem o seu valor e pode ter um grande impacto ainda que esse impacto seja sentido apenas por quem esteve por perto.


Mas Sonhos de Trem te pega porque ele fala do que a gente quase nunca consegue explicar. A vida andando na nossa frente, dia após dia, e a gente achando que ainda dá pra recuperar tudo depois. O filme tem um peso silencioso, como se cada escolha pequena fosse virando destino sem ninguém perceber. Ele não precisa gritar pra doer, ele só mostra como o tempo leva, sem pedir licença.


E o que toca é isso. A sensação de que existe um você que ficou pra trás em algum ponto, uma versão que queria outra coisa, mas foi empurrando a vida com a barriga. Sonhos de Trem mexe porque não é só sobre trem, é sobre trilho, é sobre trilha. Sobre como a gente entra num caminho e, quando olha, já foi longe demais pra voltar igual. E mesmo assim, o filme deixa uma verdade simples no ar: ainda dá pra sentir, lembrar, e entender quem você foi, porque às vezes isso é o máximo de cura que existe.

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