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Superlotação prisional atinge 66% dos presídios na Bahia

Atualizado: 23 de dez. de 2024

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Dados divulgados nesta semana mostram uma preocupante situação carcerária no estado da Bahia. Atualmente, 66% das unidades prisionais possuem mais detentos do que vagas disponíveis. No total, são mais de 13 mil presos em todo o estado.


Na região Sudoeste, o cenário é igualmente alarmante. O Conjunto Penal de Vitória da Conquista abriga 56 presos acima da sua capacidade. Em Jequié, o número sobe para 195 detentos além do limite, enquanto em Brumado há 133 internos acima da capacidade máxima.


A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) reconhece o problema da superlotação, que é uma realidade em todo o Brasil, e informa que a Bahia ocupa a 17ª posição entre os 23 estados com maior índice de superlotação. A pasta ressalta que medidas estão sendo adotadas, incluindo a construção e reforma de presídios, o que deve ampliar a oferta de vagas para detentos nos próximos anos.


Reflexos da superlotação


A superlotação carcerária é um fator que compromete a segurança, dificulta a ressocialização dos presos e agrava as condições de trabalho dos agentes penitenciários. Especialistas apontam que é necessário investir não apenas na criação de novas vagas, mas também em políticas públicas que promovam alternativas ao encarceramento, como penas alternativas para crimes de menor gravidade.


A situação dos presídios segue como um desafio para o sistema de justiça e segurança pública do estado.

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