Tata Oliver, da Casa de Quimbanda Passagem de Exu, é assassinado dentro do terreiro em Vitória da Conquista
- Da Redação

- 14 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 15 de abr.

O líder religioso Josiel Oliveira Bonfim, de 29 anos, foi morto de forma brutal na noite de segunda-feira (13), no bairro Cruzeiro, em Vitória da Conquista. Ele deixa esposa e um filho de 4 anos.
De acordo com a Polícia Civil, homens invadiram o imóvel onde funcionava o terreiro de quimbanda “Passagem de Exu” e atacaram a vítima com arma branca na região do pescoço. Josiel foi decapitado e morreu ainda no local.
Informações apuradas indicam que dois suspeitos participaram da ação. A dupla chegou à residência, localizada na Rua Calércio Santos Sandes, pouco depois das 19h. No momento do crime, alguns filhos de santo estavam reunidos no local.
Testemunhas relataram que os criminosos estavam armados — um com faca e outro com arma de fogo. Após o assassinato, os suspeitos recolheram celulares e equipamentos que armazenavam imagens de câmeras de segurança, amarraram pessoas que estavam na casa e fugiram.
Câmeras instaladas nas proximidades estão sendo analisadas, e testemunhas começaram a ser ouvidas nesta terça-feira (14). Até o momento, a Polícia Civil não definiu uma linha de investigação.
Josiel Bonfim era considerado uma liderança respeitada pela comunidade, amigos e frequentadores do espaço religioso. Antes de se tornar líder da casa de quimbanda, ele atuou como pastor. O terreiro foi fundado há cerca de seis anos e funcionava no bairro Cruzeiro há três.
O corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Vitória da Conquista e liberado para a família na manhã desta terça-feira (14). O velório e o sepultamento estão previstos para a tarde, mas o local não foi divulgado.
A autoria e a motivação do crime são investigadas pela 1ª Delegacia Territorial de Vitória da Conquista.
A Comissão de Combate à Intolerância Religiosa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no município divulgou nota de pesar e indignação. No comunicado, a entidade destacou que a morte dentro de um templo religioso causa profunda comoção e cobrou uma investigação rápida e rigorosa, reforçando a necessidade de justiça para o caso.





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