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TCM-BA notifica prefeito de Itapetinga por cancelamento de contrato e compras por dispensa


O prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge (MDB), foi oficialmente notificado pelo Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) para explicar irregularidades em processos de aquisição de materiais de construção. A medida, publicada no Diário Oficial do órgão em 12 de fevereiro, apura por que a gestão cancelou um contrato licitado vigente para, em seguida, realizar compras emergenciais sem licitação para o mesmo fim.


O histórico do caso


Em maio de 2024, durante a gestão de Rodrigo Hagge, o município firmou o Contrato nº 103/2024 com a empresa IDEON Gonçalves de Oliveira – ME. O acordo, fruto de uma licitação regular, previa o investimento de R$ 1,46 milhão na compra de areia, cimento e tubos para diversas secretarias. No entanto, após a troca de gestão, o contrato foi rescindido.


A suspeita do TCM recai sobre o que ocorreu após o cancelamento. Em dezembro de 2025, a Prefeitura de Itapetinga publicou três atos de dispensa de licitação, somando cerca de R$ 780 mil para a compra dos mesmos materiais. A gestão justificou as contratações diretas alegando "situação de emergência", argumento que agora é questionado pelo tribunal, visto que já havia um contrato licitado pronto para uso.


Prazo para defesa


O TCM-BA deu ao prefeito Eduardo Hagge um prazo de 10 dias para:


  • Justificar os motivos técnicos para o cancelamento do contrato anterior;

  • Provar a legalidade das dispensas de licitação de dezembro;

  • Apresentar a documentação que comprove a real necessidade da "emergência" alegada.


Até o momento, a Prefeitura de Itapetinga não emitiu nota oficial sobre a notificação.

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