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Turista gaúcha é presa por injúria racial e exige delegado branco em delegacia de Salvador


Um caso de racismo explícito chocou quem circulava pelo Pelourinho, no Centro Histórico de Salvador, nessa quarta-feira (21). Uma turista natural do Rio Grande do Sul foi presa em flagrante pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin) após atacar uma comerciante local.


De acordo com as investigações preliminares, a mulher proferiu ofensas de cunho racial contra a trabalhadora e chegou a cuspir na vítima. A agressão gerou revolta e mobilizou agentes da unidade especializada.


Conduta discriminatória na delegacia


O comportamento da investigada não cessou após a detenção. Ao chegar à Decrin, ela manteve a postura agressiva e racista, protagonizando uma cena de desrespeito à autoridade policial. A suspeita chegou a exigir atendimento exclusivo por um delegado de pele branca, recusando-se a ser assistida pelos profissionais de plantão com base na cor da pele.


A Polícia Civil informou que as oitivas foram realizadas e a mulher segue custodiada. Atualmente, ela está à disposição do Poder Judiciário e deve passar por audiência de custódia.


Vale ressaltar que, desde 2023, a Lei brasileira equiparou o crime de injúria racial ao de racismo, tornando-o imprescritível e inafiançável. A pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa.

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