Ausência estratégica: Angelo Coronel falta ao Bonfim e adia decisão sobre permanência na base de Jerônimo
- Da Redação

- há 19 horas
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O clima de "paz e amor" da Lavagem do Bonfim deste ano deve ter uma ausência notada e politicamente ruidosa. O senador Angelo Coronel (PSD) não deve prestigiar o cortejo religioso nesta quinta-feira, segundo informações de aliados próximos. Mais do que um simples compromisso cancelado, o gesto é lido como um reflexo do momento de introspecção e reavaliação que o parlamentar vive em relação à base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Coronel, que possui uma das maiores capilaridades políticas no interior do estado, mantém o mistério sobre sua permanência no PSD. Embora circulem rumores sobre possíveis convites de outras legendas, interlocutores descartam siglas como PSDB e Republicanos.
O "Dia D" já tem data marcada: 30 de março. É neste dia que o senador pretende anunciar se segue com o grupo petista ou se busca novos ares. O prazo é estratégico, ocorrendo poucos dias antes do fechamento da janela partidária (4 de abril), garantindo segurança jurídica para uma eventual mudança.
A análise de Coronel e de seu núcleo familiar — composto pela esposa, Dona Eleusa, e os filhos Diego e Angelo Filho — baseia-se em dois cenários distintos:
O fator "Mudança": Pesquisas internas indicariam que 56% dos baianos desejam alternância no governo estadual, o que pavimentaria uma aproximação com o grupo de ACM Neto (União Brasil).
A força da Máquina: Por outro lado, permanecer com Jerônimo garante o suporte das máquinas estadual e federal, um peso considerável em qualquer disputa majoritária.
De olho em 2026
Para Coronel, a eleição de 2026 será decidida nos detalhes, incluindo o desempenho dos candidatos à Presidência da República e a formação das chapas nacionais. Até março, o senador deve manter o silêncio público, evitando desgastes precoces e observando o comportamento dos aliados antes de mover sua próxima peça no xadrez político baiano.



