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Europa ameaça boicotar a Copa do Mundo após plano da FIFA de incluir investidores privados como sócios da competição


A Europa ameaçou boicotar as futuras competições da Federação Internacional de Futebol (FIFA), incluindo a Copa do Mundo, após a entidade apresentar um plano para abrir parte dos direitos comerciais de seus principais torneios a investidores privados.


A proposta prevê a criação de uma empresa responsável por administrar ativos como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, com a venda de uma participação minoritária a investidores para captar bilhões de dólares destinados ao desenvolvimento do futebol. O principal investidor seria uma empresa de investimentos de Nova York fundada por Joshua Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.


A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA), entidade que representa as 55 federações nacionais do continente, rejeitou totalmente a ideia. Em comunicado conjunto, os dirigentes europeus afirmaram que a Copa do Mundo “não está à venda” e criticaram o projeto por, na visão deles, transformar o principal torneio do futebol em um ativo financeiro. A UEFA também acusa a FIFA, liderada por Gianni Infantino, de ter elaborado a proposta sem transparência e de colocar interesses comerciais acima dos interesses esportivos.


“A Copa do Mundo não pode ser tratada como um produto de investimento. Ela é um dos maiores legados esportivos do futebol. Foi construída ao longo de gerações por jogadores, seleções nacionais e torcedores de todos os continentes. Nenhuma parte dela deve jamais ser entregue a investidores privados. A Copa do Mundo não está à venda”.

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