'Mortal Kombat 2' abraça a violência e a fantasia do mundo dos games
- Wilke Lima

- há 17 horas
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Mortal Kombat 2 chegou aos cinemas com uma missão principal: dar um Fatality nos erros de seu antecessor. Com um elenco liderado por Karl Urban, o longa-metragem capricha na ação, mas também comete deslizes. Mas de qualquer forma, esse segundo filme corrige os erros do primeiro e entrega uma ação brutal fiel aos games. Ou seja, finalmente temos um filme que se aproxima ao máximo da fantisa do game entre o plano terreno e o submundo. O roteiro não é lá tanto detalhista para contar a história, é simples e direto, sem muitos rodeios, mas também engraçado e um tanto divertido com piadas bem sacadas em momentos exatos.
A sequência continua com Raiden em busca por representantes do plano terreno para o grande torneio do Mortal Kombat, e sim, desta vez temos um torneio, na tentativa de salvar a humanidade do temido e poderoso Shao Kahn , que aliás, tem um tempo de tela digno de um grande vilão. Não fica só para lutar no final, ele participa de todo o desenvolvimento da trama. A falha do roteiro talvez seja não ter deixado tão claro o protagonista da trama, ora Johnny Cage, ora Kitana e acaba não desenvolvendo tão bem uma conexão mais profunda com o público.
O maior trunfo de Mortal Kombat II está em suas cenas de ação, que começam já nos primeiros minutos do longa, felizmente. Mortal Kombat II entrega para os fãs de bandeja uma chuva de referências durante as várias batalhas. É quase uma carta de desculpas pelo primeiro filme. Cenários saídos diretamente dos jogos, ataques e especiais clássicos dos personagens, artes marciais postas à prova pelos atores - tudo aqui irá agradar demais os fãs, que vibraram em todas as cenas de luta brutais.
Depois de anos de adaptações horríveis de jogos sendo feitas, é um alívio assistir a um filme que conseguiu captar a essência principal de Mortal Kombat: trazer boas lutas e levar o carisma dos personagens existentes às telas de cinema. Com um terceiro filme já em produção, Mortal Kombat nos cinemas parece ter encontrado o caminho certo a seguir. O segredo é só não inventar coisa nova e respeitar o que já existe, pois são quase 40 anos de história o que não falta é material.




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