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No Bonfim, João Roma sinaliza união com ACM Neto e aponta abril como data decisiva


O tradicional cortejo da Lavagem do Bonfim, em Salvador, serviu de cenário para uma importante sinalização política nesta quinta-feira (15). O ex-ministro e presidente do PL na Bahia, João Roma, afirmou ao jornal A Tarde que as conversas para uma aliança com o grupo do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) "estão evoluídas". A declaração reforça a tendência de que as duas principais forças de oposição ao PT na Bahia marchem juntas nas eleições de 2026.


Embora evite cravar uma data para o anúncio oficial, Roma destacou que o calendário eleitoral ditará o ritmo. "Dizem que quem tem prazo não tem pressa. Nós temos um período até o dia 4 de abril, que é o prazo de desincompatibilização, e acho que essa será uma data emblemática", afirmou. O presidente do partido de Jair Bolsonaro no estado indicou que o foco da união não será a disputa por cargos, mas a construção de uma proposta alternativa para o futuro da Bahia.


João Roma, que é especulado como pré-candidato ao Senado na chapa majoritária da oposição, também comentou sobre o cenário nacional. Ele prevê um mês de março de "grande efervescência" em Brasília, período em que o desenho das candidaturas deve ser "decantado" e as posições de nomes influentes fiquem mais claras.


A presença de Roma no Bonfim, palco onde tradicionalmente as alianças são testadas pelo termômetro popular, sugere que o PL e o União Brasil estão superando as rusgas de pleitos anteriores para tentar retomar o Governo do Estado. Se a união se confirmar até abril, Jerônimo Rodrigues enfrentará uma oposição unificada e com forte apelo junto ao eleitorado conservador e de centro.

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