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Nordeste concentra quase metade dos assassinatos de pessoas trans no Brasil, aponta Antra


O Nordeste voltou a ser o epicentro da violência contra pessoas trans e travestis no Brasil em 2025. Segundo o dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) divulgado nesta segunda-feira (26), a região respondeu por 47,5% das mortes registradas em todo o país, somando 38 dos 80 assassinatos contabilizados no ano.


Entre os estados nordestinos, o Ceará lidera o ranking nacional de 2025 ao lado de Minas Gerais, com 8 casos cada. A Bahia e Pernambuco aparecem logo em seguida, com 7 registros cada. O relatório destaca que o perfil das vítimas é estruturalmente marcado por desigualdades regionais e raciais: a maioria é composta por jovens trans negras, empobrecidas e nordestinas, assassinadas predominantemente em espaços públicos.


Apesar de o Brasil ter registrado uma queda de 34,4% no número total de mortes em relação a 2024, a Antra alerta que o país mantém o título de lugar mais perigoso do mundo para essa população pelo 17º ano consecutivo. A entidade reforça que a redução estatística deve ser lida com cautela, pois pode refletir um aprofundamento da subnotificação e do descrédito das vítimas nas instituições de segurança, especialmente em áreas negligenciadas pelo Estado.

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