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PF investiga esquema ligado a Elmar Nascimento e bloqueia R$ 85,7 milhões em nova fase da Operação Overclean

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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a quinta fase da Operação Overclean, que investiga uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro. A nova etapa da operação tem como alvos pessoas ligadas ao deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil), incluindo familiares e ex-assessores.


Entre os principais alvos estão o prefeito de Campo Formoso, Elmo Nascimento (União Brasil), irmão do deputado, e o vereador Francisquinho, primo de Elmar. Também foram cumpridos mandados em Salvador, Campo Formoso, Brasília, Mata de São João, Juazeiro e Petrolina (PE). A ação contou com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB).

Dinheiro foi encontrado dentro de sapato de um dos investigados na quinta fase da Operação Overclean — Foto: Polícia Federal
Dinheiro foi encontrado dentro de sapato de um dos investigados na quinta fase da Operação Overclean — Foto: Polícia Federal

De acordo com as investigações, o grupo investigado manipulava processos licitatórios e desviava recursos públicos mediante pagamento de propinas. Além disso, há indícios de tentativa de obstrução das investigações.


O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de R$ 85,7 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas envolvidas, com o objetivo de impedir a movimentação de valores ilícitos e garantir a futura reparação aos cofres públicos.

Da esquerda para a direita: Marcelo Andrade Moreira Pinto, Franciso Manoel de Nacimento Neto e Elmo Aluizio Vieira Nascimento — Foto: Redes sociais
Da esquerda para a direita: Marcelo Andrade Moreira Pinto, Franciso Manoel de Nacimento Neto e Elmo Aluizio Vieira Nascimento — Foto: Redes sociais

Marcelo Andrade Moreira Pinto, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), também foi alvo da operação. O STF chegou a autorizar seu afastamento do cargo, mas ele já havia deixado a presidência antes da decisão.


Outro nome ligado a Elmar Nascimento citado nesta fase é o de Amaury Albuquerque Nascimento, ex-assessor parlamentar. Ele foi exonerado em abril, após ser citado em uma das fases anteriores da operação. Amaury é mencionado em uma planilha encontrada pela PF, que seria usada por empresários para controlar o pagamento de propinas com recursos desviados de emendas parlamentares.

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