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Street Figther entrega os visuais que os fãs queriam, mas tem roteiro fraco e bagunçado

há 4 horas
2 min de leitura



Street Fighter (2026) chega aos cinemas com a promessa de ser a adaptação que os fãs de Street Fighter esperam desde os anos 90. E, em alguns pontos, ele entrega: Ryu e Ken, vividos por Andrew Koji e Noah Centineo, têm personalidade e passado tão fiéis ao jogo que dá vontade de aplaudir. O problema é tudo o que cerca esses acertos. Com uma edição que lembra um feed de vídeos curtos passando em velocidade máxima e mais de duas horas de duração, o filme transforma diversão em cansaço.


'Street Fighter' já teve seu momento como fenômeno. Em meados dos anos 1990 dava para torrar uma fortuna em fichas e transformar fliperamas em ringues digitais improvisados. A nova adaptação para cinema, vibrante e colorida, se esforça para repetir a mesma vibe. Mas um filme precisa, antes de mais nada, ser um filme. A trama de Street Fighter existe apenas para justificar as lutas. O torneio não tem peso, os personagens entram e saem sem muita razão, e o roteiro parece mais preocupado em encaixar todo mundo do que em contar algo. É uma verdadeira bagunça picotada e super mau editada .

A edição piora o cenário. Os cortes são tão rápidos e tão frequentes que a ação perde clareza. O longa entregou visuais incríveis, iguais aos do game, mas não soube entregar uma história convincente e de peso como a franquia tem . O longa também não decide o que quer ser: comédia de amigos dos anos 80 e 90, filme de luta de verdade ou homenagem ao seu “eu criança” que jogava no fliperama. Ele tenta tudo isso ao mesmo tempo, quase como atrativos separados, e nenhum se firma de verdade.


Os fãs da animação clássica ficarão felizes com os momentos em 2D, que acabam sendo os únicos a permanecer na memória após os créditos. Aliás, talvez as partes em animação foram o melhor em termos de história. No conjunto da obra , Street Fighter prometeu muito, e entregou pouco.

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