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União Brasil e Progressistas oficializam federação partidária; ACM Neto fala em “novo momento” para a política nacional


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Os partidos União Brasil e Progressistas (PP) oficializaram nesta terça-feira (19), em Brasília, a criação de uma federação partidária. O ato político reuniu lideranças das duas siglas e foi marcado pelo discurso do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, que destacou o movimento como uma resposta à crise de representatividade vivida pelo país.


Durante sua fala, ACM Neto afirmou que milhões de brasileiros se sentem “órfãos de representação política” diante da falta de lideranças inspiradoras. “Milhões de brasileiros estão órfãos, não são órfãos de pai e de mãe, são órfãos de representação política, órfãos de lideranças inspiradoras, órfãos de referência na vida pública nacional. Nós, administrando conflitos das nossas bases, estamos, no dia de hoje, dando uma resposta a esses milhões de brasileiros”, afirmou.


O ex-prefeito ressaltou ainda que a federação representa o início da construção de um novo ciclo político no Brasil. “Nós estamos aqui iniciando a construção para um novo momento no futuro do Brasil. Isso é o que nos move, essa é a nossa maior motivação e nós vamos seguir nesse caminho com coragem, porque, nesse momento, não há espaço para os fracos e para os omissos”, completou.


O significado da federação


A federação partidária é um modelo criado pela reforma eleitoral de 2021 que permite que dois ou mais partidos se unam formalmente, atuando como uma única legenda no Congresso e nas eleições, por pelo menos quatro anos. Na prática, a medida fortalece a representatividade política das siglas envolvidas e garante maior peso no cenário nacional, especialmente no Legislativo.


Com a união, União Brasil e Progressistas passam a somar bancadas expressivas na Câmara e no Senado, aumentando sua capacidade de articulação tanto na oposição quanto em eventuais negociações com o governo federal.


Repercussões


A criação da federação sinaliza uma tentativa de reorganização do campo político de centro-direita no país. Além de ACM Neto, a iniciativa contou com o aval de lideranças como Ciro Nogueira (PP), que já foi ministro da Casa Civil, e Luciano Bivar (União Brasil).


Analistas avaliam que o movimento pode reposicionar essas siglas no cenário de 2026, servindo como alternativa às polarizações entre PT e PL. Também pode reforçar candidaturas estaduais e municipais em 2026 e 2028, unificando estratégias eleitorais.

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