Empresário ligado a empresa que venceu licitações de câmeras da PM na Bahia é preso em SP acusado de oferecer propina a vereadora
- Da Redação

- há 2 horas
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Um empresário representante de uma empresa que atua na área de segurança pública foi preso nessa terça-feira (25), em São Paulo, após ser acusado de oferecer propina à vereadora Amanda Vettorazzo (União Brasil). A empresa relacionada ao caso possui contratos e já venceu processos licitatórios na Bahia, incluindo uma contratação envolvendo o fornecimento de câmeras corporais para forças de segurança do estado.
Segundo informações divulgadas pela imprensa paulista, o empresário, identificado como Fernando, teria oferecido inicialmente R$ 200 mil para que a vereadora utilizasse sua influência política em favor da empresa em um possível contrato para implantação de câmeras corporais na Guarda Civil Metropolitana (GCM) de São Paulo.
A abordagem foi registrada em vídeo pela própria parlamentar, que informou ter gravado a conversa e acionado a Polícia Civil após a suposta oferta. De acordo com a denúncia, também teria sido mencionada uma comissão entre 5% e 10% sobre o valor de um eventual contrato, que poderia alcançar aproximadamente R$ 6 milhões.
Após o encontro, a vereadora deu voz de prisão ao empresário dentro do próprio gabinete, e o caso passou a ser investigado pelas autoridades paulistas.
Empresa citou atuação na Bahia
Durante a conversa registrada em vídeo, o empresário teria mencionado a atuação da empresa na Bahia como referência para demonstrar experiência em contratos públicos.
A empresa citada é a OAKMONT, que possui contratos e já venceu três processos licitatórios no estado, incluindo uma contratação relacionada ao fornecimento de câmeras corporais utilizadas por agentes vinculados à Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
A citação da Bahia durante a conversa, no entanto, não indica qualquer irregularidade nos contratos firmados no estado. Até o momento, não há informação de investigação ou questionamento sobre esses contratos baianos. Uma eventual relação entre as contratações realizadas na Bahia e a suspeita de tentativa de pagamento de propina em São Paulo dependerá da apuração das autoridades responsáveis.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo.




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