Isabela Sousa cobra ações do Governo da Bahia diante do aumento da violência contra pessoas trans na RMS
- Da Redação

- 10 de out.
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Treze pessoas trans foram baleadas na Região Metropolitana de Salvador (RMS) nos últimos quatro anos, segundo levantamento do Instituto Fogo Cruzado. Diante desse cenário, a vereadora de Salvador, Isabela Sousa (Cidadania), denunciou, nesta quinta-feira (9), a falta de ações do Governo da Bahia no enfrentamento do que classificou como transfobia estrutural.
De acordo com os dados, entre 2022 e 2025, 11 mulheres trans foram assassinadas e duas ficaram feridas na região. A vereadora destacou que apenas no mês de setembro duas mulheres trans foram mortas em um intervalo de uma semana, o que, segundo ela, “evidencia o agravamento da violência contra essa população”.
“É alarmante. Se olharmos o recorte racial, 89% das vítimas nos últimos anos eram negras. Isto evidencia a vulnerabilidade dessa parte da população no mapa da violência da Bahia”, afirmou Isabela.
A parlamentar também criticou a postura do governo estadual diante dos casos. “A defesa de pautas identitárias é seletiva na gestão do PT baiano. Em vez de encarar o problema de frente e buscar soluções, é capaz deles negarem os dados do instituto, como já fizeram”, disse.
O relatório de setembro do Instituto Fogo Cruzado mostra ainda que 105 tiroteios foram registrados em Salvador e RMS — sendo 51% durante operações policiais. No mesmo período, 93 pessoas foram mortas e 25 ficaram feridas em decorrência da violência armada.
Os números preocupam entidades e ativistas com a escalada da violência e a ausência de políticas públicas específicas voltadas à proteção da população LGBTQIA+, especialmente de pessoas trans e negras, que seguem como as principais vítimas desse tipo de crime.



