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MP-BA recebe denúncia sobre lista de meninas classificadas como “mais estupráveis” em escola na Bahia

há 1 hora
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Lista teria sido elaborada por estudantes do 3º ano e exposta na parede de uma sala de aula — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Lista teria sido elaborada por estudantes do 3º ano e exposta na parede de uma sala de aula — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recebeu uma denúncia sobre o caso de estudantes do Colégio Anísio Teixeira, em Feira de Santana, suspeitos de elaborar uma lista com nomes de meninas classificadas como “mais estupráveis”. O material foi encaminhado pelo portal de atendimento ao cidadão e está em análise pelo órgão, que poderá adotar as medidas cabíveis.


A denúncia ganhou repercussão nas redes sociais na quinta-feira (8), após uma publicação atribuída a uma pessoa que se identificou como estudante da instituição. Segundo o relato, o episódio teria ocorrido durante um trote escolar, no qual alunos usaram máscaras com imagens do ex-goleiro Bruno e do ex-jogador Daniel Alves, ambos envolvidos em casos de violência sexual.


Ainda conforme a publicação, teriam sido feitos comentários sobre violência sexual e uma lista com nomes de alunas de diferentes turmas teria sido exposta na parede de uma sala de aula. As circunstâncias do episódio e a existência do material são investigadas pelas autoridades.


A Delegacia para o Adolescente Infrator (DAI), em Feira de Santana, instaurou procedimento para apurar uma possível ocorrência de apologia e incitação ao crime. A Polícia Civil realiza diligências e oitivas para esclarecer os fatos.


Em nota, o Colégio Anísio Teixeira informou que cinco estudantes permanecem afastados das atividades escolares até a conclusão das investigações. A instituição também afirmou que as alunas que se sentirem vítimas ou afetadas pela situação estão sendo acolhidas por profissionais de Psicologia.


A escola declarou ainda que desenvolve ações educativas com estudantes e responsáveis, com foco no respeito às mulheres e na prevenção da violência. O Ministério Público não detalhou o conteúdo da denúncia nem informou quais providências poderá adotar.


O caso segue em apuração, e a responsabilidade dos envolvidos ainda não foi estabelecida.

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