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Nova ALBA terá oposição maior e muda equilíbrio entre os campos políticos

há 20 horas
2 min de leitura


As eleições de 2026 vão alterar o equilíbrio político da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) a partir de 2027. Embora o PT continue com a maior bancada individual, o resultado das urnas mostra mudanças na distribuição de forças entre esquerda, centro e direita — além de uma oposição que ganhou espaço em relação à atual legislatura.


Na composição que vigorará a partir de 2027, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, terá 20 cadeiras. O PT ficará sozinho com 14 deputados, enquanto PCdoB e PV terão três cada. O PSOL terá uma cadeira, ocupada por Kleber Rosa. Considerando essas legendas tradicionalmente identificadas com a esquerda, o campo passa de 20 para 21 cadeiras.


O grupo de partidos geralmente situado à direita ou centro-direita terá uma composição diferente. PL, União Brasil, PP, Republicanos e PSDB somam 21 cadeiras na nova Assembleia. Na composição partidária existente antes das eleições, essas legendas somavam 22 parlamentares. Portanto, nessa classificação, a direita e a centro-direita não aumentaram sua representação numérica, apesar do crescimento do PL, que passou de cinco para sete cadeiras.


O centro, por sua vez, perde espaço. PSD, Avante, PDT, MDB e PSB — partidos que, embora tenham posições diferentes, costumam ocupar uma faixa mais centrista ou pragmática do espectro político — somavam 23 deputados na composição formada após a janela partidária de 2026. Na nova legislatura, passam a 21. O PSD caiu de dez para nove cadeiras, o Avante de seis para cinco, enquanto o PDT cresceu de três para cinco. O MDB permaneceu com duas cadeiras e o PSB deixou de ter representação.


O que mudou na relação entre governo e oposição


Quando a análise deixa de lado a classificação ideológica e considera a posição dos parlamentares em relação ao governo estadual, o resultado é mais claro. A base de apoio ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) passa de 43 para 41 deputados, enquanto a oposição cresce de 19 para 21 cadeiras. A bancada independente permanece com apenas um representante.


A nova base governista será formada por PT, PCdoB, PV, PSD, Avante, PDT e MDB. Já a oposição reunirá União Brasil, PP, PL, Republicanos e a federação PSDB-Cidadania. O PSOL ficará na condição de independente, mantendo uma cadeira nessa posição.


Na prática, portanto, a oposição foi o campo que mais avançou na relação de forças dentro da Assembleia, passando de 19 para 21 cadeiras. O governo, apesar de continuar com maioria, perdeu duas posições em relação à composição anterior.


Uma Assembleia mais disputada


O resultado também mostra que não houve uma guinada completa da ALBA para um dos lados. O PT continua sendo a maior bancada individual, com 14 deputados, enquanto o PL avançou de cinco para sete. O PSD, por sua vez, permanece como uma das principais forças, mas caiu de dez para nove cadeiras.


A nova configuração também será marcada pela renovação de nomes. Dos 63 eleitos, levantamentos apontam pouco mais de 20 parlamentares chegando pela primeira vez à Casa, enquanto a maioria conseguiu renovar o mandato.


Assim, a partir de 2027, a ALBA terá uma esquerda ligeiramente maior, um centro numericamente menor e uma oposição institucionalmente mais forte. O governo Jerônimo continuará com maioria, mas precisará administrar uma Assembleia mais equilibrada entre suas diferentes forças políticas.

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