Sargento da PM e servidores do Detran são presos em operação contra fraude de veículos na Bahia
- Da Redação

- há 12 horas
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Um sargento da Polícia Militar e dois servidores que ocupavam cargos de chefia em uma Ciretran estão entre as quatro pessoas presas nesta terça-feira (1º), na Bahia, durante a Operação Giratina, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular uma organização suspeita de fraudar registros e processos de transferência de veículos.
Segundo as investigações, o policial estava cedido ao Detran-BA no período em que o esquema teria ocorrido. Os outros dois investigados exerciam funções de chefia e direção na 25ª Ciretran, em Simões Filho. A quarta prisão ocorreu durante uma busca, quando um parente de um dos investigados foi encontrado com uma arma de fogo irregular.
As diligências ocorreram em Madre de Deus e Simões Filho, além de buscas em Camaçari e Lauro de Freitas. No Ceará, a polícia também cumpriu quatro mandados relacionados a uma empresa e a outros investigados.
Como funcionaria o esquema
A suspeita é de que veículos pertencentes a empresas legítimas de estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste eram utilizados como base para a criação de registros fraudulentos na Bahia.
Os investigados teriam usado documentos falsos e manipulado procedimentos de vistoria, informações do Renavam e processos de transferência para fazer com que veículos clonados aparentassem estar regularizados.
Depois, os automóveis seriam utilizados em operações de alienação fiduciária com empresas do Ceará. A fraude permitiria a obtenção de financiamentos junto a instituições financeiras, que receberiam os veículos como garantia sem saber das adulterações.
A participação de servidores públicos é investigada nas etapas de vistoria, conferência documental e emissão dos registros.
A apuração começou após informações encaminhadas pelo próprio Detran-BA à Polícia Civil, a partir de procedimentos correcionais realizados na 25ª Ciretran.
O inquérito investiga crimes como inserção de dados falsos em sistemas, falsidade ideológica, corrupção passiva e associação criminosa. A Polícia Civil também apura a possível participação de outros envolvidos e conexões do esquema em diferentes estados.




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