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Sem medo de ser infantil e lúdico "Mestres do Universo" é o live-action que os fãs mereciam




Existem adaptações que parecem destinadas a viver eternamente no imaginário dos fãs e algumas quando são adaptadas para as telonas, acabam se tornando uma decepção, mas não é o caso do novo "Mestres do Universo". Embora tenha conquistado certo status cult ao longo dos anos, o filme de1987 fracassou comercialmente e decepcionou muitos fãs. Mas agora a história é totalmente diferente e He-Man voltou as telonas arrebatando o coração de todos. O novo longa entrega o que realmente os fãs queriam ver, uma adaptação fiel ao desenho.


A decisão de manter a maior parte da ação em Eternia também se revelou um enorme acerto. Afinal, estamos falando de um universo rico em identidade visual, repleto de castelos, monstros, guerreiros e tecnologia fantástica. Visualmente o filme é espetacular, tanto em cenário quanto dos personagens. O lado cômico do filme é extremamente usado sem medo, tanto que mesmo sendo um vilão sombrio, até o Esqueleto nos tira riadas. O filme é uma total diversão do início ao fim mas sem perder o ritmo da ação e da história.


O longa entende algo que muitas adaptações recentes parecem ter esquecido: fantasia precisa ser fantástica. Em vez de esconder suas origens sob filtros escuros e cenários sem personalidade, Mestres do Universo abraça cores vibrantes, criaturas extravagantes e paisagens que parecem ter saído diretamente das ilustrações dos brinquedos e dos episódios clássicos. É uma produção que não tem medo nenhum de ser infantil enquanto brinca com o lado lúdico e nostálgico dos adultos.


Na verdade, a disposição para abraçar o caricato talvez seja o maior triunfo de Mestres do Universo. A produção não tem vergonha de seus absurdos nem de sua inspiração direta na fantasia que dominou a cultura pop dos anos 1980. Há armaduras impossíveis que remetem aos action figures, castelos gigantescos e imponentes, e toda a grandiosidade que os fãs sempre quiseram ver com os recursos tecnológicos de uma superprodução dos tempos atuais. Aqui, não há intenção nenhuma de reiventar o He-Man, Pelo contrário: celebra tudo aquilo que tornou a franquia especial desde os anos 1980. É um filme vibrante que nos faz voltar no tempo. Depois de décadas de espera, os fãs finalmente receberam o live-action que mereciam — e as surpresas não param ao subir dos créditos, então não levante da cadeira até que a tela do cinema esteja desligada.

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