Sheila Lemos afirma que já articula reaproximação de aliados após disputas eleitorais de 2026
A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União Brasil), comentou os conflitos políticos registrados durante as eleições gerais de 2026 e negou que tenha ocorrido um racha em seu grupo após o lançamento da candidatura de seu marido, Wagner Alves, a deputado estadual. A declaração foi dada em entrevista ao jornalista Humberto Pinheiro, para o programa exibido no canal Pavê TV.
Durante a conversa, Humberto apontou que a disputa eleitoral provocou um ambiente de tensão entre aliados, especialmente com candidaturas concorrentes dentro do mesmo campo político. O jornalista questionou se caberia à prefeita tomar a iniciativa de reaproximar o grupo e reduzir os atritos após o período eleitoral.
Sheila reconheceu que a campanha gerou divergências e afirmou que conciliar a disputa eleitoral com as responsabilidades da gestão municipal é uma tarefa difícil. Segundo ela, vereadores e outras lideranças já mantinham compromissos políticos com candidatos de eleições anteriores, o que contribuiu para os conflitos.
A prefeita também comentou as dificuldades provocadas pela candidatura de Wagner Alves para lideranças que buscavam ampliar seu espaço político em Vitória da Conquista. Entre os nomes mencionados na entrevista está Tiago Correia, que, segundo Sheila, não teria ficado satisfeito com a candidatura por desejar maior espaço político no município.
Apesar dos desentendimentos, Sheila negou que tenha ocorrido uma ruptura no grupo. Ela argumentou que as candidaturas disputavam votos dentro do mesmo campo político, identificado por ela como centro-direita, e avaliou que as divergências seriam naturais durante o período eleitoral.
“Isso não significa inimizade, que teve racha de grupo. Não, naquele momento está cada um disputando o seu espaço”, afirmou a prefeita, ao reconhecer que a disputa pode provocar atritos entre aliados.
Questionada se atuaria para recompor as relações políticas, Sheila respondeu que já começou a trabalhar nesse sentido. “Claro, já comecei”, declarou, acrescentando que considera essa articulação uma responsabilidade de quem exerce a liderança política.





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