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Wagner Alves lidera votação em Conquista, mas fica fora da ALBA; entenda por quê

há 19 horas
2 min de leitura


O resultado das eleições para deputado estadual deixou uma situação que chamou atenção em Vitória da Conquista: Wagner Alves (União Brasil) foi o candidato mais votado no município, com 33.397 votos, mas não conseguiu uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). No resultado estadual, ele somou 53.451 votos, terminou na 63ª colocação geral e ficou como suplente.


A explicação está no sistema proporcional utilizado para a eleição de deputados. Diferentemente da disputa para governador ou prefeito, não são simplesmente os candidatos individualmente mais votados que ocupam as cadeiras. Primeiro, os votos são contabilizados para os partidos e federações, que conquistam determinado número de vagas de acordo com o desempenho coletivo. Depois, as cadeiras são preenchidas pelos candidatos mais votados dentro de cada legenda ou federação, observadas as regras eleitorais.


Por que Wagner Alves não foi eleito?


Wagner Alves concorreu pelo União Brasil, integrante da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP). Na eleição para a Assembleia Legislativa da Bahia, a federação conquistou oito das 63 cadeiras da Casa.


Foram eleitos pela União Progressista Elinaldo (União Brasil), Pedro Tavares (União Brasil), Sandro Régis (União Brasil), Hassan de Zé Cocá (PP), Júnior Nascimento (União Brasil), Dr. Pitágoras (PP), Penalva (PP) e Luciano Simões Filho (União Brasil).


Wagner Alves recebeu 53.451 votos em toda a Bahia e ficou como suplente. Ele terminou abaixo do último eleito da federação, Luciano Simões Filho, que obteve cerca de 60,7 mil votos. A votação individual expressiva não se transforma automaticamente em mandato porque, no sistema proporcional, a quantidade de cadeiras conquistadas pelo partido ou federação é determinante.


O resultado também ajuda a entender por que a situação pode parecer contraditória para o eleitor. Wagner recebeu mais votos do que vários candidatos que foram eleitos por outras legendas. Ainda assim, como sua federação não conquistou uma vaga adicional, ele terminou como suplente.


Em Vitória da Conquista


Na cidade, Wagner Alves terminou na primeira colocação entre os candidatos a deputado estadual, com 33.397 votos, correspondentes a 17,27% dos votos válidos para o cargo. Zé Raimundo ficou em segundo, com 27.715, seguido por Fabrício, com 21.456.


Os 10 deputados estaduais mais votados em Vitória da Conquista



O caso de Wagner Alves evidencia, portanto, uma das principais características do sistema proporcional brasileiro: o eleitor pode dar uma votação muito alta a um candidato e, ainda assim, esse candidato não ser eleito se o desempenho de sua legenda ou federação não for suficiente para conquistar mais cadeiras.

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