13ª Conferência Municipal de Saúde de Vitória da Conquista aprova 36 propostas e encerra ciclo de debates sobre o SUS
- Da Redação
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A 13ª Conferência Municipal de Saúde de Vitória da Conquista foi encerrada nesta quinta-feira (30) após três dias de debates, participação popular e construção coletiva de propostas voltadas ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) no município.
O encontro reuniu cerca de 300 delegados eleitos nas pré-conferências, além de ouvintes, estudantes, trabalhadores da saúde, gestores, prestadores de serviços e representantes da sociedade civil. Durante a programação, os participantes discutiram os principais desafios da saúde pública e construíram diretrizes que irão contribuir para o planejamento das políticas de saúde em Vitória da Conquista.
Ao final dos trabalhos, foram aprovadas 36 propostas, sendo 12 de responsabilidade municipal, 12 estaduais e 12 nacionais. Também foram eleitos 16 delegados que representarão o município na etapa estadual da Conferência de Saúde.
Os debates foram organizados em quatro eixos temáticos: Democracia, Saúde como Direito e Soberania Nacional; Financiamento adequado e suficiente para o SUS; Os desafios para o SUS na agenda nacional da defesa da vida e da saúde; e Modelo de atenção e gestão, territórios integrados e cuidado integral.
Durante os três dias de atividades, os participantes garantiram o quórum necessário para as discussões e votações, fortalecendo o papel da conferência como espaço democrático de participação da população na construção das políticas públicas de saúde.
Para a secretária municipal de Saúde, Lorena Almeida, o resultado da conferência demonstra a importância da participação dos diferentes segmentos da sociedade.
“A conferência é, acima de tudo, um espaço de participação popular, onde usuários, trabalhadores, gestores e prestadores ajudam a desenhar a saúde que queremos para o município”, destacou.
O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Társis Gonçalves, ressaltou que o encerramento do evento marca o início de uma nova etapa: o acompanhamento das propostas aprovadas.
“A missão do Conselho é garantir que essas propostas se transformem, de fato, em políticas públicas para a população”, afirmou.
A participação das comunidades também foi um dos pontos destacados durante a conferência. Juliane Souza dos Santos, secretária da Associação de Moradores da Urbis V, participou do Eixo 4 e levou demandas relacionadas à reforma dos centros comunitários.
Segundo ela, o evento possibilita que moradores de diferentes regiões apresentem suas necessidades e contribuam diretamente com as decisões sobre a saúde pública.
A agente comunitária de saúde Tainá Santos Jardim, participante do Eixo 2, que discutiu o financiamento do SUS, também destacou o aprendizado adquirido durante os debates.
“Foi um momento de muito aprendizado. Reforçamos o conhecimento sobre a quem recorrer, como recorrer e quando recorrer”, afirmou.
As propostas aprovadas seguirão agora para as próximas etapas da Conferência de Saúde, contribuindo para a construção das diretrizes que irão orientar as políticas públicas do SUS nos níveis municipal, estadual e nacional.

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