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ACM Neto nega envolvimento em suposto esquema do Banco Master e chama divulgação de “crime eleitoral”

há 11 horas
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A 24 dias das eleições, o candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) negou qualquer envolvimento em suposto esquema relacionado ao Banco Master e classificou como “crime eleitoral” a divulgação de informações que o relacionam ao caso.


As alegações aparecem em uma proposta de delação apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, na qual ACM Neto e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, são citados em supostas negociações envolvendo aportes de institutos de previdência e empresas públicas no Banco Master. Segundo a reportagem, Vorcaro teria afirmado que os dois receberiam comissões sobre valores captados para a instituição.


A proposta, entretanto, não foi aceita pela Polícia Federal nem pela Procuradoria-Geral da República. Segundo as informações divulgadas, as autoridades apontaram falta de elementos inéditos e de garantias relacionadas à devolução de valores. Portanto, as afirmações atribuídas ao banqueiro permanecem no campo de alegações e não constituem, por si só, uma comprovação das acusações.


Neto classificou o conteúdo como “absurdo”, “fantasioso” e “mentiroso” e afirmou que não pode responder pela autenticidade de uma suposta delação que não foi assinada nem homologada.


“O ambiente político não pode ser ‘vale tudo’.”


O candidato também afirmou que, desde março deste ano, quando informações sobre o caso começaram a circular, colocou-se à disposição da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar os esclarecimentos necessários.


Neto declarou ainda que não exercia cargo público no período mencionado e negou ter praticado qualquer atuação ilícita em benefício do Banco Master. Segundo sua defesa, os serviços de consultoria relacionados à empresa foram formalizados por contratos, com recolhimento de impostos e execução dos trabalhos contratados.

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