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Baiano de 10 anos conquista 3º lugar em vestibular de Engenharia Mecânica no Ceará

há 1 hora
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Um menino baiano de apenas 10 anos conquistou o terceiro lugar no vestibular para o curso de Engenharia Mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor), no Ceará. Marcelo Gomes Viana Lopes, conhecido como Marcelinho Ensina, teve o resultado divulgado no sábado (2) e surpreendeu até a própria família com a classificação.


Atualmente morando em Fortaleza com os pais, Marcelinho é natural da Bahia e já chama atenção pelo desempenho acadêmico. Em entrevista ao g1, ele contou que ficou nervoso ao participar do primeiro vestibular, principalmente por estar em uma universidade com candidatos muito mais velhos.


“Não vou mentir, fiquei nervoso porque era meu primeiro dia fazendo o vestibular e também porque a universidade era gigante, tinha pessoas bem mais velhas que eu”, relatou.


Talento identificado ainda na infância


A trajetória de Marcelinho nos estudos começou cedo. Segundo informações divulgadas anteriormente pelo g1, ele começou a falar aos seis meses de vida e foi alfabetizado aos dois anos. Aos seis anos, passou a integrar a Intertel, sociedade internacional que reúne pessoas com resultados elevados em testes de inteligência.


Na ocasião, avaliações indicaram que o menino tinha QI de 138 na Escala Wechsler de Inteligência, resultado acima da faixa considerada média.


Desde pequeno, ele demonstra interesse por matemática, idiomas, desenho e desenvolvimento de jogos. Atualmente, cursa o 7º ano do ensino fundamental e participa de atividades voltadas ao aprofundamento de conhecimentos científicos.


Mudança para o Ceará ampliou oportunidades


Em 2024, Marcelinho e a família se mudaram de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, para Fortaleza. A mudança ocorreu depois que o menino conquistou uma bolsa de estudos integral no Colégio Farias Brito, instituição conhecida pela preparação de estudantes para vestibulares e competições acadêmicas.


Na nova escola, ele passou a frequentar uma turma olímpica e a receber acompanhamento especializado. Com isso, participou de competições de matemática, robótica, física e química, acumulando mais de 150 medalhas, conforme o relato publicado.


A decisão de prestar vestibular aos 10 anos partiu do próprio estudante, que pesquisou sobre a prova e escolheu Engenharia Mecânica, curso concluído pelo pai, o perito criminal Marcelo Viana Barbosa Lopes.


A mãe, a advogada Tatiana Gomes, contou que não esperava a aprovação diante da diferença de idade entre o filho e os demais candidatos.


“Eu não achei que ele fosse passar, porque sabia que iria concorrer com pessoas bem mais velhas. Quando vi o resultado, senti um orgulho inenarrável”, afirmou.


Aprovação em seleção da Aeronáutica


Outra conquista veio neste ano, quando Marcelinho foi aprovado na seleção da Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), destinada a candidatos adolescentes e jovens. Apesar do resultado, ele não pôde continuar no processo por causa da idade mínima exigida.


O menino afirma que pretende ser astronauta e que o interesse pelas ciências exatas influenciou sua escolha pela Engenharia Mecânica.


“Quero ser astronauta e sempre gostei de exatas. Escolhi engenharia por causa do meu pai, que é formado em Engenharia Mecânica na Ufba”, disse.


Participação em projetos científicos


Além de integrar a Intertel, Marcelinho também passou a fazer parte da Mensa, outra sociedade internacional voltada a pessoas com resultados elevados em testes de inteligência.


Ele participa ainda de um programa de busca por asteroides associado à Nasa, é bolsista do Programa de Iniciação Científica Júnior da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e participa de atividades de criação de foguetes em parceria com iniciativas científicas e a Universidade Federal do Ceará.


O estudante também atribui parte de seu desempenho à experiência em olimpíadas do conhecimento, que, segundo ele, ajudaram a lidar com o tempo limitado e a pressão durante as provas.


Apesar da rotina de estudos e das conquistas acadêmicas, Marcelinho diz que mantém atividades próprias da infância, como jogar videogame e RPG com amigos, brincar com a cachorrinha, nadar e praticar jiu-jítsu.


“Eu ainda tenho uma infância, sou uma criança normal, mesmo gostando de estudar e passando no vestibular. Isso não anula minha infância”, destacou.


Nas redes sociais e no YouTube, ele compartilha vídeos ensinando matemática e física e incentiva outras crianças e adolescentes a participar de olimpíadas científicas. A família afirma que continuará apoiando sua curiosidade e vontade de aprender.


Feira da Diversidade
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