Fraude em supermercado teria causado prejuízo de R$ 100 mil em Vitória da Conquista

A Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (8), dois mandados de busca e apreensão em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, durante uma investigação sobre um suposto esquema de fraude e furto qualificado em um supermercado. Segundo as apurações, o estabelecimento teria sofrido um prejuízo estimado em R$ 100 mil com o desvio de carnes de primeira qualidade.
Dois homens, de 28 e 38 anos, são investigados por possível participação no esquema. Durante as diligências, os policiais apreenderam um aparelho celular pertencente a um dos alvos, que será submetido à análise pericial.
Carnes nobres eram registradas por valores menores
As investigações começaram em maio deste ano, após o proprietário do supermercado denunciar o desvio recorrente de carnes do setor de açougue.
Segundo a Polícia Civil, a suspeita surgiu quando o gerente percebeu que um cliente comprava grandes quantidades de carne várias vezes ao dia e era atendido exclusivamente pelo mesmo funcionário do setor.
De acordo com o delegado Shangai Alexandre, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Vitória da Conquista e responsável pelo caso, o funcionário investigado registraria cortes nobres utilizando etiquetas e notas fiscais correspondentes a carnes de segunda categoria. Dessa forma, os produtos seriam vendidos por valores inferiores aos normalmente cobrados.
A Polícia Civil aponta que o suposto esquema teria funcionado durante aproximadamente seis meses, provocando um prejuízo estimado em R$ 100 mil ao estabelecimento.
Celular será analisado pela perícia
O aparelho apreendido será submetido à perícia técnica, com extração de dados telefônicos e telemáticos mediante autorização judicial. O conteúdo poderá ajudar a esclarecer a dinâmica da fraude e identificar eventuais informações relevantes para o avanço das investigações.
A ação foi realizada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Vitória da Conquista, unidade vinculada ao Departamento de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (DEIC).
Os dois homens permanecem na condição de investigados, e a apuração deverá esclarecer as responsabilidades individuais dos envolvidos.





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