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Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de Vitória da Conquista denuncia ameaças e incitação à violência nas redes sociais


A organização da Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de Vitória da Conquista informou que tem recebido, nas redes sociais, comentários com teor de ameaça e incitação à violência direcionados à comunidade LGBTQIA+. O evento está marcado para o dia 8 de agosto, às 15h, na Praça da Normal, e celebra cinco anos de realização do movimento no município.


Em uma das publicações relacionadas à mobilização, um usuário fez declarações com menções a agressões e ofensas contra pessoas LGBTQIA+, o que gerou reação imediata da coordenação do evento. Os organizadores classificam o episódio como grave e reforçam que ele evidencia o tipo de hostilidade ainda enfrentada por essa parcela da população.


O coordenador do coletivo responsável pela organização, Anderson Rocha, divulgou um vídeo nas redes sociais em resposta ao conteúdo, denunciando as mensagens e destacando a importância da realização da marcha como ato público de resistência e defesa de direitos.


“Recebemos mais um comentário desejando violência contra a população LGBTQIA+. E, para quem ainda pergunta por que a Marcha do Orgulho é necessária, a resposta está aí. Enquanto houver quem ache normal ameaçar pessoas por serem quem são, nós continuaremos ocupando as ruas. A Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de Vitória da Conquista é um ato de resistência, de cidadania e de defesa da democracia. É um recado claro de que nenhuma pessoa deve viver com medo”, afirmou.


O coordenador também reforçou o convite à população para participação no evento. “Convido toda Vitória da Conquista que acredita no respeito, na liberdade e na convivência a estar conosco no dia 8 de agosto, às 15h, na Praça da Normal. A resposta para o ódio não é o silêncio. Vem pra Marcha!”, disse.


A homofobia e a transfobia são reconhecidas no Brasil como crimes, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal em 2019, quando o tribunal equiparou práticas discriminatórias por orientação sexual e identidade de gênero ao crime de racismo.


A organização afirma que a marcha segue mantida e reforça seu caráter político e de defesa dos direitos humanos, reunindo celebração, visibilidade e mobilização social em torno do respeito à diversidade.



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