MP investiga Geddel por suspeita de propina em esquema ligado à fuga de líder de facção na Bahia
- Da Redação

- 23 de abr.
- 2 min de leitura

O Ministério Público da Bahia investiga o ex-deputado federal Geddel Vieira Lima por suspeita de envolvimento em um esquema de pagamento de propina relacionado à fuga de detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, no sul da Bahia.
De acordo com a investigação, Geddel teria sido citado como possível destinatário de parte do valor de R$ 2 milhões que teria sido negociado para viabilizar a fuga do traficante Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como “Dadá”, apontado como liderança do Primeiro Comando de Eunápolis, ligado ao Comando Vermelho.
As informações surgiram a partir de diálogos extraídos de celulares apreendidos durante a Operação Duas Rosas, que também resultou na prisão do ex-deputado Uldurico Júnior. Nas conversas, ele e a ex-diretora do presídio, Joneuma Silva Neres, tratam da divisão do dinheiro e fazem referências a um “chefe”, apontado pelos investigadores como sendo Geddel.
Segundo o Ministério Público, a expressão “chorar as rosas” era utilizada como código para se referir ao pagamento da propina. Em mensagens, Uldurico pressiona pelo repasse de valores e menciona a necessidade de prestar contas ao suposto “chefe”.
A investigação aponta ainda que um adiantamento de R$ 200 mil teria sido entregue antes da fuga, parte em dinheiro vivo e parte por transferências bancárias. Há também relatos de que Uldurico teria afirmado que metade do valor total seria destinada a Geddel.
Em resposta, Geddel negou qualquer participação no esquema. Em declaração, afirmou que não tem envolvimento com os fatos e que seu nome foi citado indevidamente. “Há uma conversa entre dois criminosos que citam meu nome”, disse.
O caso é apurado por meio de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC), que busca esclarecer se houve, de fato, participação do ex-ministro na suposta divisão dos valores.
A Operação Duas Rosas investiga um esquema que teria facilitado a fuga de 16 detentos em dezembro de 2024, incluindo “Dadá”. Segundo o Ministério Público, a então diretora da unidade prisional teria concedido regalias aos internos e intermediado contatos para viabilizar o plano.
As investigações seguem em andamento.




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