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Operação identifica 205 hectares de desmatamento ilegal de Mata Atlântica na Bahia


A Operação “Mata Atlântica em Pé 2026” identificou 205 hectares de desmatamento ilegal de remanescentes de Mata Atlântica na Bahia durante uma força-tarefa realizada simultaneamente nos 17 estados abrangidos pelo bioma.


No estado, a operação reuniu equipes do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) e da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa).


Segundo informações divulgadas pelo MP-BA, a fiscalização ocorreu durante dez dias, entre 17 e 27 de agosto, com ações presenciais e remotas nas regiões do litoral norte e do sudoeste baiano, alcançando nove municípios.


As áreas investigadas foram identificadas inicialmente a partir de 121 alertas de desmatamento obtidos por sistemas de monitoramento remoto, entre eles o MapBiomas Alerta.


Após a análise dos alertas e as verificações realizadas pelas equipes, foram constatadas áreas com indícios de infrações ambientais. Como resultado da operação, foram aplicados 63 Autos de Infração de Interdição Temporária, além de um Auto de Advertência, dois Autos de Apreensão, cinco Autos de Destruição de Fornos e 11 notificações.



Tecnologia auxilia fiscalização


A operação utiliza dados de diferentes sistemas de monitoramento para localizar áreas com possíveis ocorrências de desmatamento ilegal. A partir dos alertas, os órgãos responsáveis realizam análises remotas e, posteriormente, verificações em campo para confirmar as irregularidades.


Em determinadas áreas, o trabalho de fiscalização também pode contar com drones e tecnologias de georreferenciamento, ferramentas que ajudam a localizar com maior precisão os pontos identificados pelos sistemas de monitoramento.


Quando a irregularidade é confirmada, os responsáveis podem sofrer multas, embargos e outras sanções administrativas, além de serem obrigados a reparar os danos ambientais. A legislação também prevê a possibilidade de responsabilização nas esferas cível e criminal, dependendo das circunstâncias de cada caso.


As áreas objeto de desmatamento ilegal ainda podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.


Desmatamento da Mata Atlântica apresenta redução


Dados do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica, apontam uma redução de 40% no desmatamento em 2025 em relação ao período anterior e de 60% na comparação com 2020-2021. Segundo a entidade, o resultado representa a menor taxa registrada em quatro décadas de monitoramento.


Para Malu Ribeiro, diretora de Políticas Públicas da Fundação SOS Mata Atlântica, a redução demonstra a importância do monitoramento e da fiscalização.


“Os resultados dos últimos anos mostram que é possível reduzir o desmatamento da Mata Atlântica quando a legislação é aplicada com rigor, há monitoramento permanente e os órgãos responsáveis conseguem agir sobre as ilegalidades identificadas.”


A Mata Atlântica é um dos biomas mais pressionados pela ocupação humana no Brasil. A utilização de ferramentas de monitoramento remoto, aliada às fiscalizações presenciais, tem sido utilizada pelos órgãos ambientais para localizar áreas desmatadas e direcionar as equipes aos locais onde há suspeita de irregularidades.

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