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Bahia mantém emergência zoossanitária por risco de gripe aviária H5N1 em aves silvestres

há 2 horas
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O Governo da Bahia prorrogou por mais 180 dias o estado de emergência zoossanitária em todo o território estadual devido à circulação do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), conhecido como H5N1, em aves silvestres.


A medida foi assinada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de terça-feira (15). O novo prazo tem validade retroativa a 18 de julho de 2026 e está previsto no Decreto nº 24.811, de 14 de setembro.


A emergência havia sido decretada inicialmente após a confirmação do vírus em uma ave silvestre marinha da espécie trinta-réis-real, encontrada no município de Caravelas, no extremo sul da Bahia, em junho de 2023. Na ocasião, três pessoas que tiveram contato com o animal foram monitoradas, mas não apresentaram sintomas gripais.


Com a prorrogação, o Estado mantém as ações de vigilância, monitoramento e prevenção realizadas pelos órgãos de defesa agropecuária e de saúde.


Risco para aves e orientação à população


A Influenza Aviária é uma doença infecciosa que afeta principalmente aves, mas também pode atingir mamíferos, incluindo seres humanos. O subtipo H5N1 é associado a formas de alta patogenicidade da doença em aves.


O vírus pode ser eliminado por meio da saliva, secreções respiratórias e fezes dos animais infectados. A transmissão para humanos é considerada rara e está ligada principalmente ao contato direto e sem proteção com aves contaminadas ou ambientes onde o vírus esteja presente.


Segundo orientações das autoridades de saúde, a transmissão entre pessoas é considerada muito rara e não há registro de circulação sustentada do vírus entre humanos.


Por isso, a recomendação é que a população não toque em aves silvestres doentes ou encontradas mortas. Caso haja identificação de animais nessas condições, o correto é comunicar os órgãos responsáveis pela vigilância.


Na Bahia, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) reforça que o contato direto com aves silvestres, especialmente espécies migratórias e marinhas, deve ser evitado como medida de prevenção.

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