Operação Iceberg prende 12 suspeitos de esquema de venda de drogas pelas redes sociais na Bahia

A Operação Iceberg, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia nesta quinta-feira (24), chegou a 12 presos e investiga um esquema de tráfico de drogas que utilizaria redes sociais para atender consumidores de alto poder aquisitivo. Entre as cidades onde foram cumpridas medidas estão Salvador, Vitória da Conquista, Santo Antônio de Jesus e Ilhéus, além de Aracaju, em Sergipe.
Segundo as investigações, o Instagram era utilizado como um dos principais canais de negociação. Os pagamentos seriam realizados por Pix, enquanto empresas, contas bancárias de terceiros e pessoas interpostas teriam sido utilizadas para movimentar ou ocultar recursos.
O principal alvo da operação é Erik Castro Gusmão Seixas, apontado pela investigação como responsável pela comercialização de diferentes variedades de maconha. Segundo a apuração policial, ele também é investigado por negociação de arma de fogo e teria utilizado uma empresa individual, contas de terceiros e o nome da avó para registrar veículos de alto padrão.
Investigação aponta movimentação de R$ 9,6 milhões
De acordo com a investigação, Erik teria movimentado mais de R$ 9,6 milhões ao longo de cinco anos, por meio de mais de 16,6 mil transações bancárias.
A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados. Durante a operação, também foram apreendidos veículos de alto padrão avaliados em mais de R$ 1,1 milhão, entre eles modelos Audi A4 e Q3, BYD Song Plus GS DM, Honda CR-V Touring, Volkswagen Amarok, Jeep Compass e Chevrolet Tracker, além de uma motocicleta Honda NXR 160 Bros.
Investigação também alcança Vitória da Conquista
Entre os investigados está Marco Antonio Cavalcanti de Azevedo Lopes, apontado pela investigação como distribuidor regional de drogas em Vitória da Conquista e cidades próximas. Segundo a apuração divulgada pelo Correio, ele teria orientado Erik sobre formas de ocultar entorpecentes durante o transporte.
Outro investigado, Luan Costa da Silva, é apontado como distribuidor de drogas em grande escala no interior da Bahia, com atuação em Santo Antônio de Jesus. A investigação também aponta que ele teria negociado uma pistola Glock com Erik e utilizado contas e linhas telefônicas de terceiros.
Ao todo, a operação reuniu mandados de prisão preventiva e prisões em flagrante. Entre os alvos estão pessoas apontadas pela investigação como fornecedores, distribuidores, compradores, responsáveis pelo armazenamento e suspeitos de participação na movimentação financeira.
As informações divulgadas até o momento correspondem às hipóteses investigativas apresentadas pela Polícia Civil. A apuração deverá avançar para esclarecer a participação individual de cada suspeito e eventual responsabilidade criminal.





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