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Psicóloga baiana morre após queda de prédio no RJ; namorado é preso suspeito de feminicídio


A psicóloga, modelo e maquiadora Ana Luiza Mateus, de 29 anos, morreu na madrugada desta quarta-feira (22) após cair do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.


O namorado da vítima, Tarso Ferreira, foi preso em flagrante, suspeito de feminicídio. Segundo informações da polícia, vizinhos relataram que o casal passou a noite discutindo antes da queda, registrada por volta das 5h30.


De acordo com o delegado Renato Martins, o suspeito admitiu que o relacionamento era marcado por brigas frequentes e ciúmes. “Ele tinha um ciúme doentio dela”, afirmou a autoridade.


Relatos de relacionamento conturbado


Dias antes do ocorrido, Ana Luiza teria desabafado com uma amiga, dizendo que se sentia presa em uma “gaiola de ouro” no relacionamento, que durava cerca de três meses.


Testemunhas informaram que o casal chegou ao condomínio discutindo e que, após o desentendimento, o homem deixou o local sozinho. Funcionários teriam orientado a vítima a sair do imóvel caso ele retornasse.


A jovem chegou a afirmar que havia comprado passagem de volta para a Bahia, mas permaneceu no apartamento. O voo estava previsto para a madrugada desta quarta-feira.


Trajetória e comoção


Natural de Teixeira de Freitas, Ana Luiza se mudou para o Rio de Janeiro há pouco mais de um ano para investir na carreira de modelo. Ela chegou a desfilar no São Paulo Fashion Week e trabalhava em uma agência na capital fluminense.


A jovem também participaria do concurso Miss Cosmo Brasil 2026, representando a Bahia. A organização lamentou a morte e destacou a necessidade de enfrentamento à violência contra a mulher.


O Conselho Regional de Psicologia da Bahia também divulgou nota de pesar, prestando solidariedade à família, amigos e colegas de profissão.


Investigação


O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que apura as circunstâncias da morte.


A prisão do suspeito e os depoimentos colhidos devem auxiliar na elucidação do caso, tratado inicialmente como feminicídio.

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